domingo, 13 de setembro de 2009

Um Dia de Fúria



Os telejornais informam que o caos está a solta, notícias radiofônicas dão conta que a impunidade prevalecerá em nosso planeta, para qualquer pessoa isso já modificaria o estado de espírito.


Quando penso que o mundo que nos cerca está suscetível às mazelas da contemporaneidade me pergunto, o que me provocaria um dia de fúria? Quais fatores me fazem perder a paciência?


Convivendo com os meus; percebo que para cada um deles o calo aperta num local diferente e isso pode demonstrar situações curiosas.


Na minha casa, por exemplo, jogos do Santos costumam ser situações de alto risco para cadeiras, jarras e paredes. É comum aparecerem aquelas palavras que costumamos ver estrelinhas e caveiras, substituindo letras.


No serviço os colegas constantemente se irritam com a falta de atenção dos alunos durante aulas e avaliações, confesso que também me altero com esse comportamento. É compreensível uma dose de nervosismo durante testes, entretanto, confundir o sistema Solar com o solo ou na prova de biologia responder que a principal função do esqueleto é invadir o castelo de Greiscow, é demais!


Um dos maiores motivos de irritação em meu condomínio é o abusivo número de rateios para reformas, oras, se todo dia temos um problema novo não é melhor demolir o prédio e fazer um novo? Bradam os moradores aos quatro cantos.


Para não apanhar de algum indivíduo, escolhi uma turma de futebol com jogadores piores do que eu, essa é uma questão de auto preservação, mas, quem fica com o olhar colérico agora sou eu.


Minha cachorrinha fica totalmente estressada quando escuta a seguinte indagação: “Salsicha, vamos tomar banho?” Isso faz com que ela fique altamente agressiva com o autor da proposta.


E para vocês, o que causa a cólera?


Blog do Márcio – Escapando a quarta de ira!

5 comentários:

HAROLDO MENDES disse...

Raiva foi eu ontem vendo o jornal O grupo farmacêutico francês Sanofi Aventis situado em Paris França, falou que não disponibilizará a formula para tratamento da gripe suina, pois eram os únicos no mundo com capacidade de atender com qualidade a população no mundo inteiro, vendo essa afirmação entrei na internet e fui ver o número de casos infectados na frança e adivinha alguns casos mais nenhuma morte, pelo menos até onde procurei, vendo isso cheguei a seguinte conclusão o ser humano é muito ganancioso, e tenho certeza quase que absoluta que esse virus H1N1 foi criado e jogado na população para que um bilionário qualquer ganhe uns trocados a mais é um vergonha negar um formula que pode ajudar milhões de pessoas, por dinheiro!!!! pensa num cara puto da vida e eu.

Marco disse...

Em 93, numa tarde de sábado, o Santos jogava as semi-finais do segundo turno do Campeonato Paulista contra a Portuguesa (antes os cammpeonatos eram mais complexos, mas não chegavam a ter as quintas de finais, como na série D desse ano). Se não me engano, era jogo único no Canindé. Tempo de vacas magras (mas de uma magreza que poucos torcedores sabem o que significa). Começamos muito bem o jogo, até surpreendente, e quando acabou o primeiro tempo, vencíamos por 2x0. A galera era só alegria na arquibancada. Com o segundo tempo, começa a chuva.
Melhor ainda, pois nosso time era mais pesados. A Lusa tinha uma molecadinha mirrada e franzina. Lá pelos 15 minutos da etapa complementar, o incrível Ranielli bateu uma incrível falta na trava. Já era a segunda que ele acertava no poste só naquele jogo e a vigésima no campeonato. Mas, foi como um mau presságio. Como se tivessémos que a partir dali acertar as contas com o destino após incorrermos no pecado da soberba.
(Pausa para reflexão: haja injustiça nesse mundo e no outro. Tantos anos sem título e um castigo iminente por desperdiçar dois gols?)
Minha memória afetiva acaba me traindo, eu não me lembro ao certo o que aconteceu. Na verdade, até dúvido, mas me fio nas estatísticas e nos jornais da época. A Portuguesa começou a fazer gols, um atrás do outro. Sinval, Tico, e pricipalmente um capeta em forma de guri chamado Dener.
Já estava muito aflito com o empate quando esse moleque pegou a bola antes do meio de campo. Com a chuva, o campo tinha virando um pasto. E ele já havia dado algumas arrancadas que apavoraram nossa defesa. Botamos os dois laterais no meio, para marcar ele. Eram pequenos, mas velozes. Índio e Silva, me lembro muito bem.
Pois que o finado Dener passou como uma flecha pelos volantes (um era o Gallo, hoje técnico; o outro, não me recordo). No meio dos beques como se fossem dois cones. O Índio vinha bufando atrás dele e conseguiu dar um tranco, ombro a ombro, que o desequilibrou. Mas, como já estava estenuado, perdeu o passo também. Nisso, o Silva armou o bote para desarmar e o que se seguiu turvou minhas vistas de ódio: Dener o escorou com uma cotovelada na cara, o deixando nocauteado, bem de frente para a câmera, prosseguiu sua marcha, dribou o goleiro, dribou a trave, dribou as placas de publicidade, os repórteres... e, como diria o Benjor, só não entrou com bola e tudo porque teve humildade.
Eu espumava. Aí, o comentarista na Band, mostrando todo ressentimento que só um corinthiano pode ter, foi questionado: "Mas e aí, China, o gol foi irregular, foi falta, não?" Ele se saiu com essa: "Não foi nada, o Pelé cansou de fazer isso contra os adversários!" (ele pensou Corinthians, mas conseguiu se conter).
Quem não conseguiu se conter fui eu. A soberba virou ira e alguém, que até hoje exibe sequelas, acabou pagando o pato.

Márcio Scott Teixeira disse...

Além das questões do texto, me deixam irado, também, shows do AC/DC que são confirmados e cancelado a torta e a direita.

Márcio Scott Teixeira disse...

Só uma correção Marco, naquele fatídico jogo foi a primeira vez daquele campeonato que o Ranielli fez um gol de falta, o mu preságio se deve a isso.

Anônimo disse...

Vcs. já viram cara mais furiosa do esta da foto?
Pois eu tb fico assim qdo meu time perde, especialmente qdo além disso ainda tenho q suportar os prejuízos causados por outros maus perdedores!
Norma